Friday, May 16, 2014

Porque é sempre Legião



Depois de uma DR que me deixou em cacos, eu achei que o namoro ia acabar, que ele não me queria mais. . . as coisas se resolvem, e eu fiquei pensando no quanto a gente se ama. No quanto eu o amo. E em COMO a gente se ama, e que a gente não faz a menor idéia do que estamos fazendo. E que nunca vamos saber. E no quanto a gente quer, mesmo assim, fazer continuar dando certo (porque já dá).
E aí lembrei dessa música da Legião (porque é sempre Legião que acalma meu coração):




"Quem inventou o amor, me explica por favor." Mas não no desespero que talvez essa frase possa implicar. . . e sim com a certeza de que nunca saberei completamente como funciona o amor, e que só testando é que vou conseguir descobrir como é. E então eu soube que eu quero testar, pro resto da vida, só com ele do meu lado.
"This time we're not giving up, we'll make it last forever."

Friday, January 3, 2014

Dois mil e catarse.


Eis que ele chegou. O ano da copa. E o ano da minha formatura (eu juro! ahaha).
E eu que gosto bem de umas memórias, me lembro de ter escrito – citando – no final de 2012 que de 2013 eu não esperava nada, porque as coisas acontecem mesmo é quando a gente pega e faz. Lembro também de escrever que 2011 foi o pior ano da minha vida e que eu me recusava a ter um ano igual àquele. Pois bem, promessa é dívida e aqui estou eu em 2014, e minha vida vai só melhorando. Obrigada, de nada.
Infelizmente, eu e alguns amigos perdemos uma certa “pessoinha” esse ano. Uma menina de alma boa, pura e que foi embora muito mais cedo do que deveria, na minha opinião. Vai ser sempre uma saudade imensa nos nossos corações, mas tenho certeza que ela não gostaria que sofrêssemos demais por isso. Ela nos deixou boas lembranças e um exemplo de garra e coragem que é para poucos. Ela se foi, mas vamos nos lembrar dela só enquanto a gente respirar.
E, bem. . . se as coisas acontecem é quando a gente pega e faz, 2013 foi o ano de pegar o boi pelo chifre com todas as forças. E, ó: foi tanta coisa boa que me apareceu esse ano que fica difícil achar o que foi ruim no meio disso tudo, viu? Eu aproveitei cada segundo, do dia primeiro de janeiro até as 23h59 de 31 de dezembro. Parando pra pensar agora, parece que foi tudo se encaixando, simplesmente. Tudo bem que tive aula e janeiro e minhas férias foram curtas, mas foi o tempo que eu precisava pra que tudo o que aconteceu acontecesse. O carnaval foi uma delícia, passei esses dias ao lado de pessoas que eu quero levar pra vida inteira.
Poucos dias depois, eu achei um lar nessa roça grande que é Beagá. O cantinho que eu posso chamar de meu, e que tem carinho, amor e cuidado todo dia e o tempo todo. Um lugar que me dói pensar que vou ter que deixar um dia, porque é tão bom que eu queria morar aqui pra sempre. Foi difícil desapegar, ter coragem de sair da zona de conforto (literalmente) e ir morar com duas pessoas que eu nunca tinha visto na vida, pagar tão mais caro do que eu pagava antes, e ficar longe de outras duas meninas que são parte de mim, ainda. Mas a vida não dá trégua, e quando eu decidi me mudar, foi de peito aberto, e acho que não teria dado tão certo se fosse de qualquer outro jeito.
Uns meses depois, eu achei um projeto guiado por pessoas que acreditam nas mesmas coisas que eu, e fui correndo (mesmo) pra lá, sem pensar demais, e nunca estive tão realizada profissionalmente quanto estou hoje. Também não foi simples tomar a decisão de deixar um emprego por outro em tão pouco tempo. Foi, e ainda é, um risco que eu decidi correr, e mais uma vez deu certo.
Outras coisas também fizeram com que o meu ano tenha sido muito proveitoso. A experiência de um estágio supervisionado, as manifestações (sabe aquelas?) que rolaram em junho, as discussões que tive, e até o fato de eu ter mudado pra essa casinha onde moro hoje me ajudaram a crescer muito de várias maneiras, em especial politicamente.
Para além de tudo isso, afetivamente, 2013 saiu melhor que a encomenda. Eu ganhei mais uma sobrinha e uma afilhada, uma criança que me alegra e ilumina a cada dia. Um bebezinho que dá vontade de morder, que sorri pra mim como se não houvesse nada mais importante no mundo, e não existe mesmo. Ganhei também, bem no finalzinho do ano, agora oficialmente, mais um cunhado, que a gente insiste em dizer que se fosse bom, não começava com “cu”, mas eu gosto bem dos meus, viu? O casamento deles foi lindo. Eu não sei falar mais nada além disso. Foi tudo o que a gente podia esperar, e deu bem menos coisa errada do que no da Gabi (haha), acho que porque a produção foi muito menor. Mas mesmo assim, foi lindo. Alegre, plenamente realizado, e com a presença e a bênção de todos que fazem questão da felicidade dos dois. Parabéns, e vida longa aos noivos.
Por último, mas definitivamente não menos importante, e que não faltaria aqui: em 2013 eu descobri a alegria de amar profunda, paciente, recíproca e incondicionalmente. Em 2013 eu entrei em sintonia, finalmente, com o meu Mr. Right (sim, eu acredito que seja ele). Desde março de 2013 eu acredito piamente ser a pessoa que tem o melhor parceiro do mundo, exatamente porque ele é isso: o meu parceiro. Meu companheiro. O meu amor. Esse ano eu aprendi, e vou continuar aprendendo, que se relacionar é bem parecido com aquela música “Still Into You” mesmo. Não é fácil amar alguém. Não é fácil conviver, discordar, conversar e finalmente concordar. Gasta tempo, paciência, carinho, e principalmente: muita vontade de estar junto. E quando eu digo “gasta” é porque gasta mesmo, vai indo embora. E se a gente não cuida, é perigoso acabar. Mas quando nossas mãos se entrelaçam, eu simplesmente sei que vale a pena. Quando nos abraçamos, eu recolho mais carinho. Quando nos beijamos, eu ganho mais paciência e amor. E vamos indo assim, de mãos dadas.


Por isso tudo, eu me arrisco a dizer que se 2011 foi o pior ano da minha vida, 2013 foi, de longe, o melhor. E pra 2014 eu só quero que continue assim desse jeitinho. Tá bom. Se der pra ficar melhor, que venha, porque pior eu não vou deixar ficar. E como diria o meu queridíssimo Nando Reis: feliz dois mil e CATARSE!

Saturday, November 23, 2013

Missing you...


Hoje eu chorei por sentir falta de alguém pela primeira vez que me lembro.
Pela primeira vez eu senti o que essa foto aí demonstra tão bem.
Eu chorei porque tem alguém que eu amo mais do que eu sou capaz de expressar (e eu tento todos os dias) longe de mim, e eu queria TANTO que essa pessoa estivesse aqui, me abraçando, e ela não pode estar. Eu queria tanto que aquela conversa tivesse acontecido pessoalmente, pra gente poder conversar se abraçando, se beijando, como foi da última vez. É tão mais fácil assim.
E aí eu to aqui escrevendo isso e tentando fazer essa falta e essa tristeza se transferirem pra tela do computador, como eu não consegui fazer comigo mesma quando queria e quase precisava.
Eu finalmente senti falta do pedaço de mim que ele carrega, e eu vi que esse pedaço é tão grande, e percebi que às vezes essa falta vai aparecer avassaladora assim, como hoje. E doeu muito, doeu de um jeito que nunca tinha doído antes, de um jeito que eu não sabia que era possível. . .

Mas aí ele me falou aquelas coisas bonitas, ou nem tanto, mas ele fala daquele jeito que ele fala toda vez que a gente tem uma conversa chata, e aí eu abro um sorrisinho meio tímido, e ele já sabe que me tem inteira. Ele fala aquelas coisas que ele fala e que levam pra longe as dúvidas e as inseguranças, mesmo que temporariamente, e me reafirmam que ele quer ficar comigo e que ele não vai desistir tão fácil assim, e me lembram que eu não preciso ter medo de ele desistir, porque ele ainda quer ficar comigo, mesmo quando eu sou chata, insegura, quando eu choro, quando eu digo todas as coisas ruins que digo e sinto. Mesmo assim ele sabe que quer ficar comigo. E eu sei que eu quero ficar com ele. E aí fica tudo bem de novo.

Thursday, September 5, 2013

Das coisas que eu amo sobre você...



1) Aquela gargalhada escandalosa que você solta sem se preocupar com o resto do mundo;
2) O jeito como você fala um "han!" IGUALZINHO à sua mãe;
3) Os seus olhos brilhando quando você pensa nos seus objetivos;
4) A sua barba, principalmente quando você não tem tempo de aparar;
5) O seu sorriso. Especialmente quando eu sou o motivo, mas amo o seu sorriso em qualquer momento;
6) O seu jeito de ver a vida;
7) O seu abraço. Eu amo o seu abraço e o jeito como você me envolve e protege dentro dele mais do que jamais poderei expressar;
8) As suas mãos, sempre tão limpinhas e bem cuidadas;
9) O seu cabelo grisalho, e enroladinho que nem na música da Mallu Magalhães;
10) O fato de que eu já te vi chorar, e não foi só uma vez (eu amo muito mesmo isso);




E por último mas não menos importante:
11) O fato de você me amar. :}

Monday, September 2, 2013

Memoirs and souvenirs


Me chame de sentimental - eu nunca disse que não sou - mas é incrível o quanto coisas tão bestas quanto um ingresso de cinema ou um ticket de passagem de ônibus podem me emocionar se revisitadas no momento certo...
Praticamente todas as lembranças que eu tenho guardadas dos últimos nove meses têm você em algum lugar, de alguma maneira - às vezes estranha, errada, confusa, misturada... mas ao mesmo tempo sempre tão certa. E eu gosto de revivê-las e me emocionar quando isso acontece. Lembrar dos seus toques, da minha insegurança, e de como você me desarmou completamente naquele dezembro fatídico (sem eu ao menos ter pensado em me preparar pra isso) me faz muito bem. Me faz acreditar que nós dois estamos aqui hoje e desde aquele dia porque realmente não tem como nós estarmos em nenhum outro lugar, e que a vida foi "tão generosa comigo" que "veio de amigo a amigo me apresentar a você", assim como me dá tanta certeza de que "tudo o que se foi vivido me preparou pra você".
Eu não consigo explicar porque é tudo tão simples e leve quando se trata de nós dois, dos nossos planos e da nossa vida juntos. Eu só posso mesmo falar que é, e que eu adoro sentir isso, essa leveza, e essa facilidade. Eu só posso simplesmente dizer que eu te amo por cada segundo que já passamos juntos... porque eu às vezes acho que posso esquecer de algum momento, mas quando faço uma retrospectiva de nós dois, nada escapa às minhas lembranças. Nenhum cheiro, nenhum toque, nenhuma transa, nenhum beijo, nenhum carinho, nenhum lugar, nenhuma conversa. Eu me lembro de tudo tão vividamente, como se fosse amanhã... e eu amo cada pedacinho de nós dois.
Eu poderia escrever um conto para cada um dos nossos encontros. Aliás, para cada um dos nossos beijos. Mas eu não acho que conseguiria relatar todo o amor que existe nesses litros de saliva compartilhada.
Eu te amo. Eu nos amo. E acredito em destino. E acredito no nosso destino.

Wednesday, April 3, 2013

O meu rapaz.





"E eu ficava nervosa só de pensar que algum dia você pudesse imaginar que não era suficiente pra mim. Na verdade, agora que nos separamos, eu gostaria de ter superado minha própria timidez e de ter-lhe dito mais vezes que me apaixonar por você foi a coisa mais espantosa que já me aconteceu na vida. Não só o me apaixonar, essa parte banal e finita, mas o estar apaixonada. Nos dias que passávamos separados, em cada um deles, eu recriava na imaginação aquele seu peito largo quentinho, de montes rijos e arredondados pelos cem peitorais diários, o vale da clavícula onde eu aninhava o topo da cabeça nas gloriosas manhãs em que não tinha que pegar um avião."
Lionel Shriver – Precisamos Falar Sobre o Kevin

Sunday, March 24, 2013

Togetherness.


Tenho andado tão feliz que pouca coisa me tira do sério, realmente. Como bem disse um grande amigo meu: quando estamos apaixonados, mesmo que as coisas continuem exatamente como estavam antes, nós as vemos de uma maneira diferente, mais otimista. As estrelas são mais brilhantes, a lua, ainda mais linda, e o céu azul de dia faz você feliz como se a vida toda fosse isso, só. E se chove, é pra você lembrar ou imaginar os momentos escondidos debaixo das cobertas, de pernas, braços, mãos e bocas entrelaçados.
Tenho ouvido muito Chico, lido muita poesia e experimentado muitas sensações boas. E tenho apreciado muito cada momento, porque temos sim a vida inteira pela frente, mas cada segundo, juntos ou não, é tão único e importante.
Tenho amado e sido amada como nunca experimentei antes: na plenitude de cada um (e taí uma das expressões que aprendi com ele: "amar em plenitude"). E isso é amar tudo, conhecer e respeitar o passado e planejar o futuro juntos. É não precisar esconder nada, não ter medo nenhum de assustar. É conversar sobre tudo, ser honesto consigo mesmo de maneira que nunca foi antes, descobrir coisas sobre si mesmo com a ajuda do outro, e compartilhar, principalmente. Compartilhar tudo. Todas as alegrias, as tristezas, as novidades. . . mas principalmente os traumas e medos. E superá-los juntos. É saber de onde estão vindo, e ter certeza de para onde vão. E que vão juntos, de mãos dadas e peito aberto.
E eu quero deixar claro que já sei o que eu quero (nós sabemos), e que não tem nada nem ninguém no mundo que vai me impedir de ter tudo. Só depende de nós, e nós vamos correr atrás. Já estamos correndo.
Pela primeira vez estou sonhando a dois, e com os quatro pés no chão. Pois nossos sonhos não são simplesmente sonhos, são objetivos que traçamos e que alcançaremos juntos. A logística já está completamente planejada. :}
Poder usar as palavras "nós" e "nosso". É esse o maior sonho, em resumo. E é lá que vamos chegar.


"
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz. . .
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz."

Sunday, March 17, 2013

Fairy tales can come true. . .



Quando era criança, ele lhe dissera:
– Sabe, todo mundo tem um correspondente em outro planeta. Eu descobri que meus poderes vêm de Marte. Sou o príncipe de lá. Me dê a sua mão. Posso descobrir quem você é. Já sei que também é da realeza.
Ela lhe deu a mão de bom grado, ele a tomou entre as suas e se concentrou por alguns minutos. Por fim, fez uma expressão de espanto e orgulho e lhe disse:
– Sabe de qual planeta você é princesa?
Ela esperou, já maravilhada.
– Você a princesa do maior e mais bonito planeta.
Ela, apesar de ainda pequena, sabia exatamente qual era o maior planeta, e perguntou a ele:
– Sou a princesa de Júpiter?
– É... a princesa de Júpiter.
Desse dia em diante, ela viveu maravilhada consigo mesma. Afinal, ela era a princesa de Júpiter! Olhava-se no espelho e se via vestida como as princesas dos livros de contos de fadas que lia tão vorazmente. Gabava-se para si mesma... mas só parar si. Não era fútil ao ponto de se gabar para ele e, quanto às outras pessoas... quem iria acreditar se ela dissesse? E depois, também, não poderia correr o risco de que alguém acreditasse. Era o segredo deles. Ela jamais contou a ninguém.
Depois ela cresceu, mas não se esqueceu disso, tampouco deixou de acreditar. A diferença era que agora era tudo uma metáfora: naquela noite, ele não havia descoberto que planeta a fazia especial; ele havia, na verdade, a elegido a princesa do SEU mundo. Ela se tornara, dali em diante, a única menina que ele amaria, como a uma filha. Era a única pessoa pela qual ele desistiria de algo.

***
À medida que foram crescendo, cada vez passavam mais tempo juntos. Eles adivinhavam os pensamentos um do outro, ficaram perplexos com a sintonia e a ligação que construíram nesses 10 anos de cumplicidade e companheirismo.
Entretanto, havia diferenças. Ela sabia do seu ceticismo, da falta de amor que era sua essência, embora não conseguisse entender. Ele dizia que ela era a sua mais perfeita cria, e que tinha apenas num defeito: um coração. Apesar disso, ela não havia deixado de ser a sua princesa, a menina dos seus olhos, a única pessoas que ele realmente amava. Ele sempre disse a ela que jamais a faria sofrer, a não se que fosse temporário, um meio para fazer um bem maior em sua vida. E por duas vezes lhe tinha dito: você é a minha razão de viver.
Ela entendia tudo isso, e se preocupava com ele como nunca se preocuparia com mais ninguém. Mas ela não era como ele. Sempre tivera muitos amigos, vivia cercada deles; sempre tivera seus pais, suas irmãs, suas tias; sempre amara todos eles. Não como a ele, é claro: com ele era diferente, era realmente de outro planeta (só podia ser), mas amava e era amada por muitos. Ao contrário dele, acreditava na bondade das pessoas. Acreditava muito. Mudaria a sua vida para provar que todos tinham algo de bom dentro de si.
E quando ela teve a oportunidade de provar isso a ele, acabaram se desentendendo (ele era tão cabeça dura!). Passaram – não se sabe como – uma semana sem conversar, sem se olhar. Já haviam brigado outras vezes, por causa de amizades que ele não aprovava. Tinha ciúmes, é claro. De irmão. Ciúme de pai. Mas aquela semana fora a mais triste e realmente difícil. Até que, enfim, ele aceitou, compreendeu que era a escolha dela e que não precisavam acabar com uma relação tão bonita e duradoura por causa daquilo.
E voltaram a ser cúmplices, planejando suas vinganças, brincando como crianças...

Monday, March 5, 2012

E hoje eu decidi: eu quero é P A Z!




E eu decidi MESMO: de hoje em diante, eu quero é P A Z!
Olha, já foi ruim demais ter passado o ano de 2011 praticamente todo em crise, sem saber como tratar as pessoas, criando confusões e passando por maus bocados no trabalho, na faculdade e na vida pessoal. Lembro que há uns 4 anos (se não me engano) eu fiz uma pequena revolução na minha vida, e acho que esse ano ta na hora de fazer mais uma.
Da última vez eu também tinha passado por uns perrengues aí, tava precisando reciclar coisas, jogar fora o que não estava prestando e focar naquilo que me fazia bem. Agora é a mesma coisa. Preciso reciclar alguns sentimentos, descartar alguns outros, conservar (de verdade: realmente fazer um esforço pra conservar) algumas pessoas e jogar outras pela janela (haha). Já comecei a revolução no lugar principal (por ser onde passo a maior parte do meu tempo) trabalho. Finalmente me desamarrei do lugar ao qual tinha me amarrado com tanta firmeza por pura falta de autoconfiança. Quando eu resolvi me soltar pro mundo, vi que sou realmente muito boa no que faço, e mereço ser, no mínimo, reconhecida por isso. Descobri que não preciso engolir tanto sapo por medo de ficar sem emprego, porque professor não tem esse problema. Professor que gosta de ser professor, então, menos ainda.
Lembro que há uns anos, também, eu falei (não sei se aqui, no twitter ou no facebook) que tinha aprendido com a minha tia a não levar mais desaforo pra casa, porque a casa é pequena mesmo. Mas a gente sempre precisa se lembrar disso; é impressionante como a rotina vai te arrastando, e quando vê, se você não juntar o que sobrou de você, se levantar e sacudir, ela te arrasta pro fundo do poço MESMO. Eu peguei todos aqueles desaforos que levei pra casa ano passado e joguei fora no começo desse ano. E hoje, meu primeiro dia letivo, eu joguei fora inclusive tudo o que estava me fazendo mal nos meus relacionamentos com meus amigos. Decidi que quero paz, e pra eu consegui-la, só dependo de mim. De eu mesma jogar tudo isso que me faz mal fora, e começar a achar outras coisas que me façam bem. Pode ser que, daqui a pouco, estas mesmas coisas – que agora são tão boas – comecem a me fazer mal de novo, mas aí eu reciclo tudo outra vez, não tem problema.
Vai ser conhecer (e me afeiçoar a) gente nova, fazer programas diferentes – Belo Horizonte é uma cidade cheia de opções, after all –, trabalhar em um lugar diferente, tratar as pessoas diferentemente, tratar a mim mesma diferentemente, me colocar em primeiro lugar, porque eu mereço (e, isso, se eu não fizer. . . de fato: NINGUÉM vai fazer por mim, eu já consegui entender isso). Enfim, uma pequena revolução mesmo. Lembro que da última vez que fiz isso, meu ano foi incrível, conheci pessoas maravilhosas que estão presentes na minha vida até hoje, e consegui manter outras que eu realmente queria. Isso é muito importante, e é o que espero conseguir fazer de novo.
E é engraçado ver como, quando você finalmente se liberta de todas essas coisas que te faziam mal, você começa a pensar que não sabe como – e, principalmente, POR QUÊÊÊÊÊÊ – suportou tudo aquilo por todo aquele tempo. Eu percebi que não merecia nada daquilo. Aprendi que sou importante, sim, pras pessoas, e que mereço ser tratada como prioridade, porque sou digna disso. Não é ser arrogante, e me achar a última Coca Cola do deserto, mas saber o meu valor.
E “vamo que vamo, vamo que vamo que dá”, já diriam os lindos do Seu Jorge e da Ana Carolina!

Saturday, October 1, 2011

Ele merece. . .

É, ele merece. Aliás, merece muito mais do que só esse post aqui, mas isso é o que eu posso fazer no momento, então vamos lá.

Pra quem não sabe, "ele" é o André. O meu porto seguro nessa terra de gigantes que é BH. O meu melhor amigo, meu pai, filho, irmão e companheiro. Minha paz.
E hoje ele me lembrou de como é ter um dia leve, em paz. . . um dia feliz. Eu já não lembro quando foi a última vez que passei um dia inteiro sem me preocupar, sem ter pensamentos ruins, e só sorrindo ou aproveitando os momentos como passei hoje. E a culpa de eu ter tido esse dia maravilhoso é toda dele.
Não fizemos nada de mais. Almoço, um passeio na lagoa, um sanduíche e fim; eu vim embora. Descrevendo secamente foi isso. Só muda que, por ser ELE a minha companhia, tudo isso se torna tão mais especial, leve e apaziguador. . .
Sabe o tipo de pessoa que só de estar do seu lado já faz bem? Ele é uma dessas pra mim. O tipo de gente que me faz alegre só de ver por alguns segundos, e quando isso acontece durante um dia inteiro, é quase o paraíso. Eu queria muito que hoje não acabasse nunca, que todos os meus dias fossem assim leves e cheios de paz. Mas já que não dá pra ser assim, eu queria pelo menos deixar registrado esse fogo de felicidade, e que ele vá queimando tudo de ruim que esteja pela frente, na minha vida e na vida dele. Porque a gente merece.

Realmente, nenhum outro encontro na minha vida foi mais bendito do que aquela última aula de Habilidades III.

"O que é, meu irmão? Eu sei o que te agrada, e o que te dói. . .
É preciso estar tranqüilo pra se olhar dentro do espelho; refletir. . .
O que é?
Seja você quem for, eu te conheço muito bem. .
. e isso faz bem pra mim. É, isso faz bem pra vida.
Onde quer que vá, eu vou estar também. . . eu vou me lembrar daquela canção que diz:

"Bendito encontro na vida, amigo."

É tão forte quanto o vento quando sopra. Tronco forte que não quebra, não entorta. Podes crer, podes crer: eu tô falando de AMIZADE."

Thursday, September 22, 2011

I miss you.


Então ontem eu tive um dia do capeta e chorei. De raiva, de nervoso, de saudade. Daí dormi, acordei de madrugada e fiquei pensando como é bom a gente ter um conforto em horas assim. Saiu isso que tá aqui em baixo.

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I miss you

I miss how the slightest touch of your fingers made me chill.
I miss how you made my problems disappear when you held me in your arms.
I miss the way your hands used to touch my face, so delicately.
I miss how you understood me with no need for me to explain.
I miss how you heard when I did explain (even though you didn't need it).
I miss how you sang all those romantic lyrics to my ear.
I miss how we could talk about anything, and I miss that we could do it in English.
I miss how you tried hard to make me laugh when I was silent.
I miss how you knew when my silence meant I was not OK, and when it meant I was just blissful.
I miss how you smiled when you looked into my eyes and saw I was so sure.
I miss how you pronounce every English syllable ending in "th" with an "f" sound, and I miss how you would hear me talk about phonology for half an hour and still show interest.
I miss how you used to call me the most unusual nicknames.
I miss how creative you are, in general.
I miss how, even when we couldn't kiss, it was good to be together.
I miss how we tempted each other that day and how torturing it was - and still good.
I miss how your friends tried hard to make me a part of your group and how my friends did the same for you, and how well they all did.
I miss how you popped into my world in the most common way, and how we fell in love when that was the last thing I wanted.
I miss how our shoulders fit perfectly when we hugged (and that goes for our whole bodies, when it got more intimate).
I miss how you sometimes pulled me back for one last intense kiss when we had already said good night.
I miss how I used to write this kind of thing and send it to you, and I hate that now I can't do it anymore (though I hope you'll read this)
Anyway, I miss you. I just wanted you to know that.

TTY...................................................L.

Saturday, September 3, 2011

Um pouco Caio Fernando.


É, eu tô um pouco Caio Fernando hoje.
Acordei querendo que fosse tudo diferente, porque sonhei (de novo) com você. E na verdade não foi um sonho, foi um pesadelo. Sonhei com aquelas situações de dia-a-dia - uma daquelas que uma hora vai acontecer, porque não dá pra gente ficar se evitando pra sempre. Sonhei com o nosso primeiro encontro, depois de tudo. E o meu maior medo se tornou realidade, mesmo que no universo dos sonhos: você me ignorou. E quando falou comigo, foi frio. Seco, até. E eu tenho um medo tão grande disso que é por isso que a gente ainda não se encontrou. Oportunidades não faltaram, mas eu não quis. Evitei de todas as maneiras te encontrar de novo, e consegui. E acho que vou continuar fazendo isso.
Porque eu quero muito falar com você, te ligar, ou te mandar um recado ou uma mensagem, só pra pra falar "Tá muito foda viver sem você. Também tá foda sem mim?" Já perdi as contas de quantas vezes ensaiei. E não fiz. Porque eu olho pro lado e lembro de nós, eu acordo e penso em você, e também durmo com você na mente. E quase todas as músicas que eu ouço me lembram você, ou situações em que estávamos juntos. Cantores, atores, programas de TV, filmes, músicas. . . até jogos de vídeo-game!
Mas eu não posso. Porque fazer isso não vai ajudar a melhorar. Muito pelo contrário, só vai fazer ficar mais difícil. E a gente não quer isso. Ninguém quer.

O que a gente quer é ser feliz. E estamos tentando. Pelo menos eu tô. E tirando a saudade que sinto de nós dois, eu tô conseguindo. Espero que você também esteja tentando, e desejo mesmo, de todo o coração, que esteja conseguindo.

TTY......................L.

Wednesday, August 17, 2011

A lot like love

Really. A lot. De um tanto que chegou a ser, mesmo.
Sabe quando você é criança e sonha com o príncipe encantado da Branca de Neve? Então. Aí você cresce, vira adolescente e vê que príncipe encantado não existe. #fail
Enquanto isso, você assiste um monte de filme água-com-açúcar e fica sonhando com um amor desses de filme. Aquelas coisas sofridas, que dão sempre certo no final, porque o amor é maior que tudo, sacas? Pois é. Eu também fui assim.
Daí eu fui crescendo, crescendo, e meio que desacreditei desses amores de filme. Eu via e falava: é só em filme, mesmo. Mas eu continuava sonhando, porque, né, sonhar é de graça, não mata ninguém. Deixa eu sonhar. Sonhei.
Sonhei tanto que aconteceu. Vai acreditando aí, porque aconteceu mesmo.

Eu descobri que tenho um amor desses de filme, onde todas as situações são contrárias, e tudo dá errado. E tão errado, mas tão errado, que acabou dando certo. Um amor desses que você tem que dizer adeus porque agora não dá, mas que você consegue acreditar que um dia talvez vocês se encontrem de novo e tudo se encaixe naquele final feliz do começo.
Eu descobri que amei, e ainda amo, de verdade. É engraçado pensar nisso. Diferente de tudo que já foi antes. Não foi como aquelas paixonites de colégio, que quase sempre acabam na faculdade, nem uma pegação sem compromisso. Foi um relacionamento maduro, transparente e tranquilo que poucos entendiam. E quem entendia, mesmo que só um pouco, admirava. É, eu tô falando no passado mesmo, porque acabou. Mas isso não quer dizer que seja o fim. Porque ainda existe amor, existe carinho, confiança, companheirismo e tudo que construiu o que nós dois somos hoje e o que fomos juntos. Tá tudo lá, ainda, do mesmo jeitinho. E acabou não porque um (ou nenhum) dos dois queria que acabasse, mas porque foi necessário. Porque não é a hora de dar certo, ainda. Mas eu gosto de acreditar que, se for pra dar certo mesmo, vai dar. Agora, ou daqui a 20 anos. E vai.

Hoje eu aceito e entendo que não dá pra nós ficarmos juntos agora. Mas eu ainda não quero esquecer, nem superar. No momento, eu não quero nem querer isso um dia. Quero acreditar que a gente vai se encontrar de novo e aí vamos os dois estar prontos. E eu sei que ele também quer isso. E é tão bom assim, ficar com essa certeza do "talvez, no futuro". Me deu paz, e eu precisava muito disso. Quero continuar em paz, e pra isso, no momento, tudo o que tenho que fazer é continuar com a minha vida e acreditar. Isso é fácil, fácil. Vou acreditando e levando.


Pois é, eu sonhava com um amor. . . um daqueles de filme, sabe? Até eu ter a certeza de que tenho um. Agora é só levar a vida e esperar o final feliz, porque um dia ele vem. De um jeito ou de outro. =)




"E de vez em quando nos pegaremos lembrando um do outro ao ouvir algo, ou ao ver algo e poderemos sorrir internamente pois foi bom."
(R.G.B.)

Monday, June 6, 2011

Não consegui pensar num título.



Word there is que relacionamento a distância é complicado, tem gente que não consegue e desiste antes mesmo de tentar. Eu, como boa aquariana que sou, até que tenho gosto pela coisa, parece. Tento mesmo. E gosto mesmo.

Eu gosto porque fica aquela sensação de primeiro encontro em todos os encontros. É claro que as coisas evoluem, a gente se conhece mais com o passar do tempo e se torna mais íntimo um com o outro, mas a melhor parte é que fica sempre aquele friozinho na barriga, fica sempre a vontade de matar a saudade. . . é sempre tudo novo. Eu gosto porque estou sempre reconquistando e sendo reconquistada. Porque estou sempre me apaixonando pela mesma pessoa, cada dia de um jeito e por um motivo diferente.

Sim, eu estou me apaixonando. Não sei se estou apaixonada, talvez esteja e não queira admitir, mas provavelmente eu deva estar e não tenha certeza, porque sinceramente, essa combinação de liberdade e segurança tão grandes ao mesmo tempo é muito nova pra mim. Apesar de eu sempre ter gostado da idéia, nunca pude realmente colocar em prática, até agora.
E isso é uma das coisas que eu também gosto: não saber se estou apaixonada. É aquele friozinho na barriga, uma insegurança que não é tão insegura assim, porque eu posso mesmo estar, e não quero ter que perder pra descobrir que estava, então deixa assim, eu achando que estou, mas sem saber direito. É gostoso.

O que eu sei é que gosto muito de alguém que gosta muito de mim. Que eu queria poder cuidar dele quando ele está doente, e sei que a recíproca é verdadeira. Que às vezes eu queria muito que esse relacionamento não fosse a distância porque dá muita muita saudade de vez em quando, principalmente durante a minha TPM (haha) e ele sabe disso e não liga de eu incomodá-lo um pouco mais do que o normal durante esse meu período frágil e carente. Eu sei que ele não tem medo de mim e nem das minhas crises de insegurança (hahaha, sim, eu tenho crises de insegurança apesar de tudo) e eu sei que ele me respeita e que se importa muito com o que eu penso e com o que a gente faz, juntos ou não.

Eu sei que eu estou feliz. E bem. Como não estive há anos, sério.


E deixa ser como será. . . no final das contas, eu vou mesmo sem me preocupar. ;)

Sunday, April 10, 2011

Família êh, família ah!



Pois é, né. Tem sei lá quantos anos que eu tenho esse blog e acho que nunca fiz uma postagem só sobre a minha família. Fiz dos meus melhores amigos (da época), de gente que veio e foi embora da minha vida, e da minha família, que é pra sempre, eu nunca fiz.

Ultimamente tenho tido umas conversas tristes que têm me deixado muito feliz. Ouvindo outras pessoas (amigos ou apenas conhecidos) falarem sobre as delas, eu descobri que nasci numa família maravilhosa, e nem fazia idéia disso. Eu tenho pais maravilhosos, irmãs incríveis e tios, avós e primos simplesmente extraordinários.

Eu quero agradecer MUITO a Deus, aos meus pais, ao cosmos. . . ao que quer que seja que eu tenho que agradecer por ter essa família incrível. Eu quero o mundo inteiro saiba que a pessoa que eu mais amo no mundo é a minha mãe, e que ela é uma mãe maravilhosa, que criou três filhas completamente diferentes muito bem, pois somos todas independentes e felizes hoje em dia. E eu não sei o que seria da minha vida sem ela.
Eu quero que o mundo todo saiba, também, que se ela e meu pai não fossem tão maravilhosos, talvez não estivessem juntos até hoje, porque são tão diferentes. Mas se completam, e acho que é assim mesmo que tem que ser.

Eu quero agradecer por não ter ninguém com grandes problemas na minha família. Eu sou mesmo MUITO abençoada. MEU DEUS!
Eu quero agradecer muito por ter a sobrinha mais linda do universo, e eu quero muitos outros sobrinhos fofinhos assim (viu, Helena e Gabi? ahaha).
Eu quero também dizer que a Gabi é uma mãe perfeita. Eu sei, ela não é minha mãe, mas o exemplo dela é, e a MINHA mãe É perfeita, logo. . . rs. Sem contar que é quase como se fosse minha mãe, também, porque já tomou conta de mim muitas vezes na vida. Quase dez anos de diferença de idade faz isso com os irmãos.

Eu quero ainda dizer que a Helena é a melhor irmã do mundo, junto com a Gabi. Que a gente briga muito, é muito diferente, mas a gente também se completa, igual meu pai e minha mãe. :)

E quero finalizar dizendo que, apesar de já ter reclamado milhões de vezes disso, eu amo ser a irmã caçula. Tenho pra mim que é bem mais legal que ser filha única.

Saturday, April 9, 2011

Abandonei!



Então, né. . . tem MESES que não venho aqui, tinha até esquecido que meu blog existia.

A minha sobrinha já nasceu, já tá quase andando e eu não falei nada pra ninguém, aqui. Já passou muita gente pela minha vida, entrou gente nova e eu não falei nada aqui. Fui ao casamento da Nat e do PP, minha mala extraviou, eu passei um estresse duzinferno, e não falei nada aqui. Encontrei as minhas amoras (Kah e Mila) em Telêmaco de novo, conheci a May e o Thi no casamento da Nat com o PP (assim como conheci a Nat e o PP no casamento deles, haha), e não falei nada aqui. Qué d'zê, né.

Vou confessar: o facebook tomou conta da minha vida, hahaha! E o twitter, também. Quem usa blog hoje em dia, gente? Ainda mais eu, aquariana que sou, ligada em novidades. . . hahaha!

Enfim, hoje eu vim aqui só pra postar essa foto da LINDA da minha sobrinha (Bia, SUA LINDA) e pra falar que eu continuo bem feliz. Ainda com medo de tudo desmoronar igual já aconteceu antes, mas feliz. E cada dia mais. Ainda sem a minha mala, mas feliz.

Tô trabalhando muito, estudando muito e tenho alguém legal do meu lado como não tinha há muito tempo. E descobrir que nós conseguimos fazer tudo isso funcionar bem ao mesmo tempo é MUITO bom. É só a gente querer, né? :)

Então é isso. Babem na minha sobrinha. Sim, ela é linda.

Beijos. Um dia eu volto aqui de novo.

Thursday, August 26, 2010

Medo de ser feliz? - Postando e comentando

Lê aí:

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O medo da felicidade

Alguém tem medo de ser feliz? Não! À primeira vista não.

Quando tudo nos direciona para a busca da felicidade, parece mesmo ridículo afirmar que as pessoas têm medo da felicidade. E então, por que essa estranha sensação que sentimos quando tudo vai bem demais nas nossas vidas? Por que o medo de falar, ou de falar alto demais, como se essa felicidade fosse algo tão frágil que pudesse nos escapar a qualquer momento?

É por isso que quando as pessoas recebem boas notícias, evitam compartilhar. Ou acreditar. Como se a felicidade fosse algo imerecido. Dizemos: "estou tão feliz que tenho até medo;" "nem vou falar, senão estraga;" "não conte pra ninguém que dá azar..." e coisas assim.

(...)

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Pois é. E eu vou dizer uma coisa: tô tão feliz ultimamente que tô até com medo, sim. #fato

Parece que tenho superado coisas que achei que nunca curariam; eu amo o meu trabalho; estou amando o meu curso; e tenho feito realmente bons amigos. Aí dá um medinho, sabe? Antes de ficar tão feliz assim, tanta coisa deu errado que eu tô meio descrente, tô achando que vai vir alguma coisa de uma vez e acabar com tudo isso que tá me dando alegria de novo. Igual aconteceu antes. E antes de antes.

Porque. . . né? Já dizia o poeta: "tristeza não tem fim, felicidade sim".

Eu tenho uma tia que falava isso, "tô tão feliz que dá até medo", acho que aprendi dela. Mas também, é bom ficar assim com esse medo pra dar valor a cada segundo.

Tive aí uns desentendimentos, uns assuntos mal (ou NÃO) resolvidos e uma dúvida que parecia que não ia nunca desaparecer. Agora, parece que nenhum desses problemas é relevante, e só é assim exatamente porque aquela dúvida que aparentava não ir embora nunca foi sanada de uma vez por todas.

E digo mais: ainda não aprendi a gostar dos outros de pouquinho. Eu gosto é de uma vez. BUM!, gostei. E, não adianta, posso quebrar a cara quantas vezes for, vou continuar gostando das pessoas de uma vez.

Agora a minha prece, pra acabar com isso aqui: Papai do céu, proteja meus amigos, por favor? Eu preciso tanto tanto deles! É egoísmo da minha parte pedir pra proteger só porque eu gosto deles, mas protege mesmo assim? E mantenha-os perto de mim, também, pode ser? Obrigada, amém.

Wednesday, August 18, 2010

Gravidez.

E olha que bonito: a minha irmã tá grávida!!
Eu vou ser tia!!
E isso TEM que ser a coisa mais maravilhosa que vai acontecer na minha vida, até eu mesma virar mãe.
Sabe por quê? Eu fico pensando que a gente deixa as coisas passarem sem nem perceber. . . mas gravidez é a coisa mais maravilhosa do mundo inteiro! Imagina aí dentro da sua cabeça que tem uma vida, um ser tão lindo quanto um bebê pode ser, tomando forma e crescendo dentro da sua barriga. Sabia que os bebês (não só humanos, mas os animais também) são tão lindos assim por uma questão de sobrevivência? Quem (além da mãe, e às vezes nem ela mesma) cuidaria de um bebê (humano ou não) se ele fosse horrível? Huh? Pois é. Então é FATO: eles são a coisa mais gostosa, fofa e tchuqui-tchuqui que existe.
Aí eu fico pensando. . . a Bia tá ali, dentro da barriga da Gabi, tão pertinho, e eu tô louca pra pegá-la no colo. Fico pensando também que lindo deve ser tê-la na barriga, sentí-la mexer, virar, empurrar a costela e chutar sem nenhuma piedade o seu pulmão. Imagina? Acho que cada toquezinho daquela criatura tão pequenininha e cheia de vida deve ser apreciado com a maior das atenções. Eu não consigo explicar, é um sentimento completamente inefável. É a minha sobrinha. É a filha da Gabi. COMO ASSIM que a gente não chora de emoção cada vez que ela dá um sinal de vida e fala "o-oi, eu tô aqui!"?? É inconcebível o que a rotina nos faz. Fico pensando na Gabi. . . ela não tem um momento de parar e ficar sozinha com a Bia, só sentindo os movimentos dela, sentindo, sentindo, sentindo, sentindo. . . só sentindo. Movimentos, sentimentos, lágrimas, alegria, tristeza, felicidade. . . tudo! E isso é tão necessário! Pelo menos na minha cabeça.
É preciso apreciar cada segundo dessa fase maravilhosa. . . e eu aqui de longe fico querendo estar lá todos os dias. Querendo uma pra mim, na minha barriga, pra eu sentir tudo isso "in loco" (rs).

Thursday, June 10, 2010

Será que viver em sociedade é assim TÃO complicado?


Eu tive uma conversa hoje que me fez pensar bem muito. Tô aqui tentando descobrir se a gente tem mesmo que viver a nossa vida de acordo com os conceitos da sociedade em que vivemos. Não falo de regras de etiqueta ou educação, mas os conceitos que essa nossa sociedade tem de felicidade, ou sucesso.
Isso tudo é muito relativo, e me parece que as pessoas andam achando mais fácil usar o que já vem pronto e viver daquela maneira. É muito difícil relativizar, né? Deve ser.

O que as pessoas hoje vêem como "uma vida feliz/realizada/plena" é você nascer, ter uma infância alegre, ser um adolescente rebelde - ou não, isso não importa muito, na verdade -, fazer faculdade, conseguir pelo menos um amigo pra vida inteira, ter um emprego que te satisfaça, encontrar o amor da sua vida - principalmente -, casar e ter filhos. Tô errada? Então.

Mas e se tem alguém por aí que viveu feliz da vida a vida inteira sem tudo isso? E se tem alguém por aí que vive uma vida bastante feliz/realizada/plena só com um emprego que ele(a) gosta e alguns amigos que nem precisam ser pela vida inteira? E se tem outro alguém que vive a vida inteira sonhando em achar o amor da sua vida e não acha, mas no final das contas nem precisava, mesmo, porque ele já viveu a vida inteira feliz demais com apenas alguns romances ocasionais e alguns amigos e uma profissão legal?
Será que todos esses alguéns precisam mesmo começar a pensar que ser feliz se resume a ter filhos perfeitos, um casamento perfeito (com o amor da sua vida), um trabalho perfeito e amigos que duram pra sempre? Só pra descobrirem que, se ser feliz é isso, eles são infelizes? Acho que não, porque na verdade eles são felizes, mas começarão a ser infelizes porque acharão que não conseguiram ter uma vida feliz. Deu pra entender? Espero que sim.

E taí o que eu acho: eu acho que nós temos que ser felizes do jeito que NÓS queremos, não do jeito que os outros acham que ser feliz deve ser, ou do jeito que os outros são felizes. Coloquem-se nos seus próprios lugares e sejam felizes como bem entenderem, só não prejudiquem ninguém. É o conselho da menina de dezoito anos. Sigam se quiserem, também. Só te peço mais uma coisa: não me faça ter preguiça de você, por favor.

Grata,

Raquel.

Monday, June 7, 2010

I wanna go away... again.

É, isso aí. Eu quero ir embora. De novo.

Pra onde? Pergunta difícil não vale. Qualquer lugar com mais gente e menos raízes. Férias? Sei lá. Mas me parece que só um mês é pouco. MUITO pouco. Às vezes me dá esse surto de "quero ir embora", mas aí eu não ligo muito, deixo pra lá, não levo os planos pra frente. . . e passa.
Só que agora eu tô SUPER a fim de levar pra frente. Considerando possibilidades. Fazendo contas. É.